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REVERSÃO DE VASECTOMIA NO HOMEM VASECTOMIZADO É A MELHOR DECISAO

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

A vasectomia é a forma mais comum de obstrução encontrada no tratamento da infertilidade. Reversão de vasectomia é requisitada por 2% a 6% dos homens para restaurar a fertilidade. 5 Além disso, a reversão de vasectomia é considerada uma modalidade efetiva de tratamento que tem sido muito utilizada pela comunidade urológica.


Correção cirúrgica é realizada com por meio da microcirurgia dos vasos deferentes ou epidídimo mas, antes de realizar o procedimento cirúrgico, a parceira deve ser avaliada para determinar se existe infertilidade feminina. Além disso, o procedimento microcirúrgico foi demonstrado ter uma melhor relação custo-efetividade do que captação de espermatozóides e FIV ou ICSI, os quais requerem intervenção em ambos os componentes do casal. De máxima importância, a reconstrução microcirúrgica, caso tenha sido um sucesso, permite que os casais tenham mais filhos sem assistência médica adicional. Embora existam muitas dificuldades técnicas que possam resultar em falhas técnicas imediatas ou tardias, os resultados de vasovasostomia resultam em restauração dos espermatozóides no ejaculado (permeabilidade) em aproximadamente 90% dos pacientes. Taxas de gravidez de 44% a 60% e de nascimentos vivos variam de 36% a 47%.


Um fator muito importante que influencia a probabilidade da presença de espermatozóides no sêmen e gravidez após a reversão de vasectomia é o número de anos entre a vasectomia e a tentativa de reconstrução do trato seminal. A extensão do período de obstrução e a chance de sucesso com a reversão de vasectomia são inversamente proporcionais.


A vasoepididimostomia (VE) é considerado um dos procedimentos microcirúrgicos mais difíceis de serem realizados por urologistas. Muito embora as taxas de permeabilidade para a VE variam de 70% a 85% e taxas de gravidez variam de 31% a 56% no tratamento do homem com obstrução epididimária independente da causa. Estes resultados são no mínimo comparáveis aos resultados alcançados na melhor das hipóteses com a Fertilização in vitro. Porem, é fundamental destacar que os melhores resultados são alcançados com cirurgiões com treinamento e experiência em microcirurgia.


A idade da parceira é importante porque a fertilidade feminina diminui progressivamente após os 35 anos de idade e é limitada após os 40 anos. Devido ao fato que o intervalo médio entre a reversão de vasectomia e a gravidez pós-procedimento seja de 12 meses, casais devem considerar a captação espermática com ICSI quando a parceira possui mais de 37 anos de idade. Muito embora em casais onde a parceira apresenta 40 anos de idade as taxas de sucesso com FIV diminuam rapidamente, os estudos demonstram que vale a pena realizar reconstrução microcirúrgica do trato masculino mesmo em casos quando a parceira tenha idade superior a 35 anos de idade. Mulheres com mais de 35 anos de idade devem ser sempre avaliadas antes de qualquer tratamento adotado para infertilidade.


Claramente, o custo por nascimento para reconstrução em casos de azoospermia obstrutiva é extremamente inferior do que os associados com FIV. Esta informação deve ser usada na decisão do algoritmo para os casais que desejam ter o retorno do potencial fértil após a vasectomia. A decisão final sobre o melhor método, reconstrução microcirúrgica ou captação de espermatozóide com FIV é idealmente feita pelo casal bem informado em conjunto com o especialista em medicina reprodutiva.


Matéria por: Dr. Fábio Pasqualotto

 
 
 

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