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Dúvidas

Quantos óvulos podem ser congelados?

 

O ideal é que se congele o maior número possível de óvulos e no menor tempo possível. Sabemos que o satisfatório é que se congele em torno de 10 a 20 óvulos para que no futuro quando se for utilizá-los se tenha uma chance maior de gestação. Entretanto, qualquer número de óvulos que se consiga coletar deve ser congelado.

Por quanto tempo os óvulos podem ser mantidos sob congelamento?

 

Não há tempo limite para deixar os óvulos congelados.  Aparentemente, segundo estudos da literatura médica, não há diferença de qualidade dos óvulos quando descongelados de acordo com o tempo de congelamento.

O câncer de mama impede a mulher de engravidar?

 

O tratamento para o câncer de mama pode afetar a capacidade da mulher de ter filhos. A mulher já nasce com um número determinado de óvulos, e alguns tipos de quimioterapia afetam os óvulos. Nem todos os tratamentos de quimioterapia e radioterapia vão acabar com a chance da mulher ter filhos biológicos no futuro. A chance de a mulher voltar a menstruar após o tratamento de quimioterapia depende da sua  idade e do tipo de quimioterápico a ser utilizado. Alguns quimioterápicos têm mais ação deletéria nos ovários e outros menos. Quanto à radioterapia, a chance de recuperar a fertilidade após o tratamento vai depender do local a ser irradiado e da dose de irradiação utilizada.

Então sua capacidade de ter filhos naturalmente após o tratamento dependerá da sua reserva ovariana (ou seja, do número de óvulos que possui antes do tratamento), do tipo de quimioterapia e sua resposta ao tratamento, porque cada medicação tem um efeito diferente no ovário.

Posso ficar estéril se utilizar a pílula do dia seguinte muitas vezes?

 

A pílula do da seguinte, se usada com frequência, pode desregular o ciclo hormonal feminino. Isso dificulta a identificação do período fértil, comprometendo os planos de quem está tentando engravidar, mas não causar a infertilidade propriamente dita. Além disso, o uso desta pílula requer atenção, pois aumenta os riscos de trombose, derrames, entre outras complicações graves.

Com a parada do anticoncepcional, posso engravidar no mês seguinte?

 

Ao fazer a interrupção da pílula, o corpo precisa produzir novamente os hormônios que até então estavam sendo ingeridos. Esse processo pode levar alguns meses para que a ovulação e a menstruação voltem ao normal, e dependem de mulher para mulher. Em média, essa readaptação acontece em até três meses.

Após a parada do anticoncepcional, a gravidez deve vir naturalmente em até um ano. Caso contrário, é necessário investigar a possibilidade de infertilidade.

Laqueadura é um procedimento irreversível?

 

A Laqueadura ou ligadura tubária é um método para impedir a gravidez onde as trompas são cirurgicamente amarradas, cortadas e/ou queimadas para impedir o encontro dos espermatozoides com o óvulo. É possível realizar a reanastomose tubária ou reversão de laqueadura tubária por meio de um método cirúrgico onde se retira a parte danificada das trompas e se une as partes sadias das mesmas, restabelecendo a fertilidade da paciente. Esta cirurgia pode ser uma opção para as mulheres que, por várias razões, desejarem engravidar novamente. Outra alternativa para estas pacientes é a fertilização in vitro.

Durante a amamentação há risco de engravidar?

 

Geralmente esse efeito acontece apenas nos 3 primeiros meses após o parto e se a alimentação do bebê for por amamentação exclusiva, mesmo assim não há garantias de que a mulher não engravide. Deve-se utilizar outro método anticoncepcional adjuvante especialmente se a menstruação já retornou, o bebê tem mais de 6 meses de idade ou já está recebendo  outros alimentos e líquidos.

Quais suas chances de engravidar naturalmente?

 

Estudos realizados em universidades norte-americanas apontam que os níveis de fertilidade variam de acordo com hábitos, idade, entre outros fatores. Mulheres hígidas com idade entre 27 e 34 anos que fazem sexo pelo menos duas vezes na semana, no período de um ano, têm 86% de chance de engravidar. As chances caem para 82% para mulheres com faixa etária entre 35 e 39 anos. Mulheres com 20 a 34 anos de idade, que fazem sexo apenas no período fértil, têm 84% de chance de engravidar em um ano. Considerando a mesma situação para mulheres de 35 a 40 anos, as chances são de 78%. 

Posso escolher o sexo do bebê se realizar uma fertilização in vitro

 

As técnicas diagnósticas possibilitam a definição do sexo do embrião antes de transferí-lo para o útero. Porém, a prática de escolha de sexo é proibida, por lei, no Brasil, salvo quando os pais tem histórico familiar de doenças genéticas ligadas ao sexo. Um exemplo é a hemofilia, que só se manifesta em homens.

Qual o número máximo de tentativas de fertilização in vitro possíveis?

 

Não existe um número máximo de tentativas, mas os especialistas em reprodução assistida que conduzem o tratamento avaliam cada caso e indicam se ainda é possível e vantajoso para o casal realizar novas tentativas.

Além disso, existem especialistas em reprodução humana que acreditam que um tratamento de reprodução assistida pode se aprimorar de acordo com as tentativas realizadas, ou seja, a FIV pode ser mais eficaz em mulheres que já passaram por ciclos do tratamento anteriormente. Estudo publicado no Journal of The American Medical Association mostrou que quase dois terços das mulheres conseguem ter filhos até a sexta tentativa de fertilização in vitro, principalmente se estiverem abaixo dos 40 anos de idade.

Tenho uma parceira e queremos formar uma família. Podemos levar um amigo para doar sêmen?

Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina (2168/201), a doação de gametas deve ser estritamente anônima. Portanto, é necessário recorrer a um banco de sêmen neste caso, com a finalidade de manter o anonimato do doador do sêmen.

Vale lembrar também que segundo esta mesma resolução é permitida a utilização de técnicas de reprodução humana assistida para casais homoafetivos e pessoas solteiras. 

De que forma a Síndrome dos Ovários Policísticos pode afetar a fertilidade?

Pacientes com ovários policísticos produzem uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, o que dificulta a ovulação e pode afetar a fertilidade feminina.

Em que situações os médicos solicitam espermograma

Na investigação da infertilidade conjugal, o espermograma é o primeiro exame solicitado para avaliar a fertilidade masculina. Porém, considerando que mais de 80% dos homens com infertilidade possuem número de espermatozoides normais, o espermograma não pode ser utilizado como único teste para prever a fertilidade. A avaliação de fertilidade é um fenômeno complexo e multifatorial que envolve a avaliação do casal. São outras indicações para a realização do espermograma: controle do tratamento de infertilidade; programação de gestação; infecções da próstata e vesículas seminais; endocrinopatias; tratamentos oncológicos; controle pós-operatório de vasectomia e cirurgia de varicocele.

Seleção de embriões saudáveis geneticamente na fertilização in vitro

Atualmente os pacientes contam com a possibilidade de realizar uma testagem genética pré-implantacional para evitar conceber crianças com alterações genéticas monogênicas (em um único gene) ou causada por alterações no número de cromossomos. Esta testagem consiste em realizar exames que avaliam o DNA do embrião obtido por Fertilização in Vitro (FIV). O objetivo é detectar alterações genéticas antes da transferência do embrião para o útero materno após a FIV.

Fertilização in vitro pode causar problemas nos bebês concebidos?

Não. A diferença entre a gestação natural e a in vitro acontece apenas no momento da fecundação. Assim que o embrião gerado em laboratório for transferido para o útero, a gravidez se desenvolve como a gestação concebida naturalmente.

Isso significa que o bebê gerado por esse método tem as mesmas chances de se desenvolver de forma saudável e normal quanto qualquer outro, a depender de características genéticas dos pais e de complicações durante a gravidez, que nada têm a ver com o método de fecundação.

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