Tratamentos

Ovodoação

A ovodoação é uma técnica de Reprodução Assistida na qual o óvulo é anonimamente doado de uma mulher (doadora) para outra (receptora). Constitui o único tratamento para mulheres que não tenham óvulos disponíveis.

 

Indicações

As indicações mais comuns para que uma mulher necessite receber óvulos de outra mulher são: falência ovariana, síndrome de resistência ovariana, pequeno número de óvulos obtidos em ciclos de Fertilização in Vitro (FIV), más respondedoras e idade avançada.

 

Como funciona

A doação de óvulos implica na realização da técnica de Fertilização in vitro ou Fertilização in vitro com ICSI. A doadora passa por um processo de Indução de Ovulação, ao mesmo tempo em que a receptora, através da administração de hormônios, prepara seu endométrio para receber embriões. Assim, enquanto os óvulos amadurecem na doadora, o endométrio da receptora fica mais espesso a cada dia. Ao atingirem o tamanho adequado, os óvulos da doadora são retirados e parte deles são doados para a receptora, sendo fertilizados, cada um, com o sêmen do respectivo marido. A seguir, os embriões são transferidos para cada uma das pacientes, respectivamente. Não há acesso, por nenhuma das partes, à identidade dos envolvidos, bem como informações sobre o sucesso da gravidez.

 

Requisitos para ser uma doadora

As mulheres que necessitarem do tratamento de Fertilização Assistida e desejarem, de forma voluntária e anônima, doar parte dos seus óvulos, devem ter idade superior a 18 anos e inferior a 35 anos; possuir boa saúde; ter histórico negativo de doenças prévias e doenças geneticamente transmissíveis; ter cariótipo normal e ter resultados negativos para doenças sexualmente transmissíveis. Também se faz necessário ter um bom nível cognitivo e de ajustamento psicossocial.

 

O que diz a legislação vigente sobre Ovodoação (Resolução de Conselho Federal de Medicina de número 2168/2017 disponível aqui.

 

  • A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial. Ou seja: doadora não pode vender seus óvulos.

  • Mulheres podem doar seus óvulos contanto que tenham, no máximo, 35 anos.

    Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice versa.  Será mantido, obrigatoriamente, sigilo sobre a identidade dos doadores bem  como  dos  receptores.  Desta forma, familiares não podem doar e receber óvulos entre si.

  • Na  região  de  localização  da  unidade,  o  registro  dos  nascimentos  evitará  que  um(a) doador(a) tenha produzido mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes em uma  área  de  um  milhão  de  habitantes.  Um(a)  mesmo(a)  doador(a)  poderá  contribuir com quantas gestações forem desejadas, desde que em uma mesma família receptora.

  • A  escolha  das  doadoras  de  óvulos  é  de  responsabilidade  do  médico  assistente. Dentro do possível, deverá garantir que a doadora tenha a maior semelhança fenotípica com a receptora.

  • Não  é  permitido  aos  médicos,  funcionários  e  demais  integrantes  da  equipe   das   clínicas,    participar   como   doadores.

  • É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação  compartilhada  de  óvulos,  em  que  doadora  e  receptora,  participando  como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto  dos  custos  financeiros  que  envolvem  o  procedimento  de  RA.

  • A  doadora  tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

*Estas informações são apenas para um conhecimento geral a respeito do procedimento com o intuito de entendimento leigo e não podem ser consideradas como uma consulta médica. Só o seu médico pode indicar o tratamento de escolha para seu caso específico.

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